Divagações sobre o café
Parei de tomar café. Estava amarelando meus dentes. Estava amarelando minhas páginas. Minhas palavras, não-ditas, amarelavam dentro de minha boca, e achei que era questão de cortar a cafeína.
Na verdade, o que amarelava era minha alma... Não poderia me deixar dominar por um estimulante tão básico.
Tenho me sentido bem. Tenho me sentido um zumbi. Tenho me sentido bem, meio onírico, meio aéreo, é bom para recuperar um pouco da minha introspecção criativa.
Mantendo-me puro o suficiente – acredito- serei capaz até de escapar de balas perdidas. Pagarei minhas contas em dia. Terei novos motivos para sorrir, em dentes brancos em novas gengivas. Sendo puro o suficiente, poderei até te beijar com novo vigor – Oh! – e poderei, quem sabe, um dia, pensar no chá da academia.
Não tomo mais café.
-----------------
Tudo mentira! Ainda tomo, adoro e não vou conseguir abrir mão do café!
Estava lendo o blog "Amor e Hemácias", do Santiago Nazarian, um escritor que eu gosto bastante. Cheio de psicodelismos e inovações literárias. Encontrei esses trechos e fiquei com vontade de postar. Simples assim.
Escrito por Laís Mezzari às 20h52
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|