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| 22/12/2008 |
Chegou o verão!
Recebi por e-mail e tive que postar aqui. Divirtam-se: Verão também é sinônimo de pouca roupa e muito chifre, pouca cintura e muita gordura, pouco trabalho e muita micose. Verão é picolé de Kisuco no palito reciclado, é milho cozido na água da torneira, é coco verde aberto pra comer a gosminha branca. Verão é prisão de ventre de uma semana e pé inchado que não entra no tênis. Mas o principal ponto do verão é.... A PRAIA! Ah, como é bela a praia. Os cachorros fazem cocô e as crianças pegam pra fazer coleção.
Os casais jogam frescobol e acertam a bolinha na cabeça das véias. Os jovens de jet ski atropelam os surfistas, que por sua vez, miram a prancha pra abrir a cabeça dos banhistas. O melhor programa pra quem vai à praia é chegar bem cedo, antes do sorveteiro, quando o sol ainda está fraco e as famílias estão chegando.
Muito bonito ver aquelas pessoas carregando vinte cadeiras, três geladeiras de isopor, cinco guarda-sóis, raquete, frango, farofa, toalha, bola, balde, chapéu e prancha, acreditando que estão de férias. Em menos de cinqüenta minutos, todos já estão instalados, besuntados e prontos pra enterrar a avó na areia.
E as crianças? Ah, que gracinhas! Os bebês chorando de desidratação, as crianças pequenas se socando por uma conchinha do mar, os adolescentes ouvindo mp3 enquanto dormem. As mulheres também têm muita diversão na praia, como buscar o filho afogado e caminhar vinte quilômetros pra encontrar o outro pé do chinelo. (além de ficar de olho no olho do maridão pra brigar direto e se fazer de santa enquanto tara os volumes nas cuecas dos sarados)
Já os homens ficam com as tarefas mais chatas, (como um burro de carga, carregar toda a tralha) como perfurar o poço pra fincar o cabo do guarda-sol. É mais fácil achar petróleo do que conseguir fazer o guarda-sol ficar em pé. Mas tudo isso não conta, diante da alegria, da felicidade, da maravilha que é entrar no mar! (e ficar olhando aquelas gatinhas quase peladas e fingir que são como suas filhas)
Aquela água tão cristalina, que dá pra ver os cardumes de latinha de cerveja no fundo. Aquela sensação de boiar na salmoura como um pepino em conserva. Depois de um belo banho de mar, com o rego cheio de sal e a periquita cheia de areia, vem aquela vontade de fritar na chapa.
A gente abre a esteira velha, com o cheiro de velório de bode, bota o chapéu, os óculos escuros e puxa um ronco bacaninha. isso é paz, isso é amor, isso é o absurdo do calor!!!!! Mas, claro, tudo tem seu lado bom. E à noite o sol vai embora. Todo mundo volta pra casa tostado e vermelho como mortadela, toma banho e deixa o sabonete cheio de areia pro próximo. O Shampoo acaba e a gente acaba lavando a cabeça com qualquer coisa, desde creme de barbear até desinfetante de privada. As toalhas, com aquele cheirinho de mofo que só a casa da praia oferece. Aí, uma bela macarronada pra entupir o bucho e uma dormidinha na rede pra adquirir um bom torcicolo e ralar as costas queimadas. O dia termina com uma boa rodada de tranca e uma briga em família. Todo mundo vai dormir bêbado e emburrado, babando na fronha e torcendo, pra que na manhã seguinte, faça aquele sol e todo mundo possa se encontrar no mesmo inferno tropical. Qualquer semelhança com a vida real, é uma mera coincidência.
Escrito por Laís Mezzari às 18h20
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| 16/12/2008 |
Retirado do site do Estadão e da Folha, no dia 16 de dezembro de 2008
Fonte: BBC
Comédias românticas prejudicam vida afetiva, diz estudo
Pesquisa mostra que filmes criam expectativas pouco realistas sobre o amor.
Assistir a comédias românticas ou ler revistas femininas e masculinas pode prejudicar a vida amorosa e afetiva, afirma uma pesquisa da Heriot-Watt University, em Edimburgo, divulgada nesta quarta-feira.
Segundo os cientistas do Laboratório de Relações Pessoais e de Família da universidade, os filmes e as revistas mostram situações idealizadas, distantes da realidade de seu público, criando expectativas que não serão correspondidas.
A equipe liderada pelos psicólogos Bjarne Holmes e Kimberly Johnson estudou 40 das comédias românticas mais assistidas entre 1995 e 2005, além das revistas, e concluiu que elas trazem um tema comum: a idéia de uma "alma gêmea", que estamos todos predestinados a conhecer e que deveria nos conhecer instintivamente tão bem que poderiam "quase ler nossas mentes".
Depois de estudar os filmes, os pesquisadores pediram a centenas de pessoas que respondessem a um questionário descrevendo suas crenças e expectativas sobre seus relacionamentos.
Para Holmes, as conclusões podem ter implicações profundas em nossas vidas.
"Terapeutas de casais vêem com freqüência casais que acreditam que os homens e as mulheres querem coisas bem diferentes de suas relações, que o sexo deve ser perfeito sempre, e que se uma pessoa foi 'feita para você', então ela vai saber o que você quer, sem que você precise comunicá-lo."
Para Holmes, a pesquisa descobriu uma verdade pouco confortável: "o problema é que enquanto que a maioria de nós sabe que a idéia de um relacionamento perfeito não é realista, alguns de nós somos mais influenciados pelas imagens mostradas na mídia do que nos damos conta.".
Será que é por isso que não encontro uma tampa pra minha panela, mesmo que seja meio torta?
Acho que não...
Eu tenho o pé no chão. Meu coração é duro. O amor é pura ilusão.
É que eu ainda não encontrei o tal viajando em vagões de trem pela Europa.
(Caso não tenha entendido a referência, assista "Antes do Amanhecer". Fica a dica)
Escrito por Laís Mezzari às 11h04
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| 05/12/2008 |
Clássico trash em madrugada de férias
Início de férias, várias promessas de livros pra ler, discos pra ouvir, pastas pra organizar e filmes pra assistir. Mas é claro que eu nunca começo com coisas que realmente importam, e minha primeira madrugada de filmes se iniciou com "Lambada! A dança proibida". E não se preocupem porque eu não gastei dinheiro locando este clássico-trash, ele está disponível no youtube, dividido em dez partes. Por incrível que pareça, este é um filme que pertence às minhas lembranças de infância, juntamente com Pocahontas e Rei Leão. Um pouco estranho? Uma criança pervertida? Na verdade não. Eu sempre queria assistir por causa da música, mas só passava de noite no SBT e eu acabava dormindo. De qualquer maneira, acho que ajudou a criar em mim essa necessidade de dançar. Só que não vim aqui pra contar histórinhas de infância ou falar da dança... (Até porque estes tópicos já foram abordados por aqui). Vim falar da incredulidade e (por que não) risadas que o filme proporcionou. Começamos na Amazônia, com um monte de índios dançando lambada, inicialmente ao som de música de capoeira (prefiro não comentar) e a "princesa" da tribo (porque ali quem manda não é o pajé, é o rei) branquíssima, com uma cara exótica de francesa. Dentre os inúmeros erros iniciais, a lambada não é de origem indígena. Pra deixar tudo mais doloroso, os índios brasileiros falam espanhol!!!!!! Passados os primeiros cinco minutos pra defender a Amazônia de uma empresa multinacional, o feiticeiro da floresta e a princesa da tribo chegam aos EUA! Como? Com que dinheiro? É melhor perguntar pra eles... O feiticeiro então começa as suas peripécias mágicas. Paralisa os seguranças, joga raios nas paredes e é preso. A indiazinha Nisa, desolada, dorme na praça e é ajudada por uma desconhecida, que consegue um trabalho de empregada. No mesmo dia em que é contratada, sai pra dançar com o filho da sua patroa, usando o vestido Dior da ricaça. E é claro que é descoberta e mandada embora. O resto já dá de imaginar né? O mauricinho começa a correr atrás dela, fica perdido porque não acha a garota exótica. De repente, encontra a pura indiazinha num bordel, dançando lambada com os homens necessitados. Ele a tira de lá, e decide ajudar a moça, afinal "o buraco na camada de ozônio, afeta a todos nós!". Perseguições, machucados, cura com cobra (tirada não sei de onde) por um feiticeiro, que aliás, tinha voltado pro Brasil, já com as últimas economias, e apareceu no dia da apresentação, inexplicavelmente, junto com o Pajé/Rei, que obviamente, tinha cara de mau e usava um cocar enorme, tipo os índios americanos. O final você já sabe! Eles ganham o concurso, aparecem na TV e fazem o seu apelo. O apresentador do programa diz "Vamos boicotar esta empresa que desmata as florestas", e o filme acaba com todos dançando felizes para sempre! Ufa. Tentei colocar detalhes mas descrever rapidamente. Assistindo o filme todo dá de encontrar muito mais situações sem lógica. Mesmo assim vale pela versão original da música Lambada, pelos cabelos enormes anos 80 e os vestidos com ombreiras que chegam às orelhas. E claro, pra rir de toda essa trama-clichê sem explicação. Novamente (e faz tempo que eu não digo isso), fica a minha dica.
Escrito por Laís Mezzari às 19h52
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Burocracia e mentira andam juntas
Finalmente minhas aulas teórias da auto escola terminaram! E aliás... eta coisinha chata que não acabava nunca!
E agora entendi o porquê da louca procura pelas aulas no final do ano. O aumento do custo em 2009 é apenas um detalhe, o pavor das pessoas está mesmo no maior número de aulas!
Tá... falando sério agora! Não vejo porquê ter mais aulas, o tempo só deveria ser otimizado. A aula dá sono, os assuntos cobrados muitas vezes não fazem sentido na estrada. Certamente sai muita gente sem saber as regras básicas de direção e muito menos a dirigir com cidadania. Ainda mais quando os próprios professores dizem: "O meu interesse é que vocês passem na prova do Detran!" Ou seja, na rua você faz o que quiser, mas na hora de marcar o X, faça-o no lugar certo!!
Bom, de qualquer maneira tenho que fazer essas burocracias pra poder tentar convencer meu pai a liberar o carro. HAHA!
Mas não precisam se preocupar tão cedo! Só vou poder começar as práticas em 2009. E os postes que me aguardem!
P.S: Estou tão cheia de frases musicais ultimamente... Ok. Um comentário desnecessário.
P.S 2: Por que, cargas da água, eu não deixo as letras do blog padronizadas?
Escrito por Laís Mezzari às 00h14
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BRASIL, Sul, FLORIANOPOLIS, Mulher, de 15 a 19 anos, Italian, English, Viagens, Livros
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